27 fevereiro 2015

Governo estuda incentivo a quem deixar de fumar

Governo estuda incentivo a quem deixar de fumar
O Minstério da Saúde admitiu esta quinta-feira, a possiblidade de devolução do dinheiro gasto com fármacos aos fumadores que provarem que deixaram de fumar. Esta é apenas uma das propostas pensadas para incentivar os portugueses a porem o cigarro de parte.

A ideia de devolver o valor dos fármacos e adesivos partiu de Fernando Leal da Costa, secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, e terá como principal intenção fazer com que mais pessoas deixem de fumar.

O secretário considera ainda que os medicamentos em si têm um "eficácia relativa" e, por isso, terão que existir "outras medidas de apoio", acrescentando ainda que é preciso criar "um sistema de comparticipação que premeie a adesão a um programa de desabituação, não somente ao medicamento", cita o jornal Público.

Em cima da mesa estão ainda pensados outros incentivos à cessação tabágica. Leal da Costa prevê que, ainda este ano, sejam aprovadas algumas diretivas da União Europeia como é o caso da implementação de imagens chocantes nos maços de tabaco.

Para além disso, a Direção Geral da Saúde vai lançar uma campanha de sensiblização para os riscos que o fumo do tabaco oferece a todos aqueles que não fumam, isto é, os fumadores passivos. 

TAP vai apoiar ideias criativas para o setor da aviação

TAP vai apoiar ideias criativas para o setor da aviação
Tem uma ideia para melhorar os serviços da TAP? Então pode aproveitar a oportunidade e concorrer ao TAP Creative Launch, um concurso criado pela TAP Portugal e pela Startup Lisboa, que pretende tornar a transportadora aérea mais eficiente e inovadora.
 
Podem concorrer pessoas de qualquer nacionalidade, com mais de 18 anos, sozinhas ou em equipas, que tenham uma ideia de negócio ou um projeto (aceitam-se empresas já criadas, desde que tenham menos de três anos), cujo resultado contribua para o futuro da aviação e dos transportes aéreos.
 
Entre o júri que irá avaliar as ideias a concurso contam-se nomes como Markus Durstewitz, diretor de Inovação da Airbus, Alexandre Barbosa, managing diretor da FaberVentures ou José Luís Pinto Basto, CEO do The Edge Group.

“Mais do que um prémio em dinheiro ou o acesso a um programa de aceleração, este concurso de ideias distingue-se por ter uma empresa da dimensão da TAP a aceitar receber inovação de uma startup e a dar-lhe acesso aos seus departamentos”, explica João Vasconcelos, director executivo da Startup Lisboa. 

As ideias ou negócios a concurso podem incluir a criação de aplicações destinadas a passageiros da companhia aérea, melhorias ao nível de serviços como as vendas a bordo, ou soluções para diminuir o impacto ambiental da transportadora.

As propostas serão divididas em sete categorias: Experiência em terra, Experiência a bordo (Entretenimento), Experiência a bordo (Serviços/Operações), Fidelização e retenção de clientes, Sustentabilidade (ambiental e redução de desperdício), Manutenção e Engenharia e Gestão de operações.

As candidaturas devem ser apresentadas até 31 de Março, através de formulário disponível no website do concurso, onde é possível também consultar o regulamento: www.tapcreativelaunch.com

Cisco vai investir cem milhões de euros em startups francesas

A Cisco escolheu França como novo local de investimento, decisão estabelecida através de um acordo firmado entre a empresa e o governo francês. A parceria deverá garantir também uma aposta na educação e um esforço conjunto para a melhoria da cibersegurança.
cisco
O anúncio chegou por parte do governo francês, esta semana. A Cisco, especialista em redes, irá investir cem milhões de euros em startups francesas, de acordo com o primeiro ministro Manuel Valls, valor que deverá ser aplicado ao longo dos próximos anos. No entanto, esta parceria acarreta muito mais do que o investimento monetário.
Para além do financiamento de startups, a Cisco irá trabalhar em conjunto com o governo francês de modo a educar a população para questões como a segurança digital e o universo das redes e infraestruturas a que a empresa se dedica. O objetivo é levar este conhecimento a cerca de 200 mil pessoas através de investigação académica e formação que deverá ser levada a cabo por três anos.
Para além da questão educacional, as duas entidades estão empenhadas em desenvolver soluções que melhorem as estruturas francesas, apostando em áreas como as smart cities esmart networks. Este tipo de parceria poderá demonstrar não só que as startups francesas têm evoluído em qualidade como também que tanto governo como empresas privadas estão preocupados com o futuro digital e que estão, de facto, a apostar na solução dos desafios.
John Chambers, CEO da Cisco, explicou que este investimento faz parte de uma estratégia com vista à expansão da empresa no mercado francês, percurso que deverá ser feito lentamente, “com passos pequenos”.
No último relatório, a Cisco apresentou uma receita de 11,9 mil milhões de dólares, o que representa um aumento anual de sete por cento. Quanto ao mercado europeu, médio-oriente e africano, a subida foi de três por cento, valores que poderão aumentar com o investimento anunciado.

26 fevereiro 2015

Oeiras vai sortear dez casas a jovens do concelho

Oeiras vai sortear dez casas a jovens do concelho
Esta quinta-feira, dia 26 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Oeiras (CMO) vai sortear dez habitações, no âmbito do programa de habitação jovem nos centros históricos. O concurso é destinado a jovens residentes ou trabalhadores no concelho há pelo menos três anos, com idades entre os 18 e os 35 anos.

As inscrições estão abertas até às 16 horas desta quarta-feira e podem ser feitas pela internet ou no Departamento de Habitação e Reabilitação Urbana da autarquia.

As dez habitações que a CMO tem para sortear dizem respeito a um apartamento T2, cinco T1 e dois T0, situados em Paço de Arcos, e ainda mais dois imóveis nos números 7 e 9 na Rua da Costa, em Oeiras, respeitantes a dois apartamentos T0 e T1, como se pode ver no site da autarquia.

Para participar, os candidatos terão que estar registados noObservatório da Habitação, preenchendo um questionário disponível no site da CMO. O sorteio realiza-se esta quinta-feira, dia 26 de Fevereiro, às 15 horas, no Departamento de Habitação e de Reabilitação Urbana.

A entrega das chaves está prevista para o dia 28 de Março, Dia Nacional dos Munícipios com Centro Histórico.

Sofia Tenreiro quer reforçar Portugal como centro de excelência de nearshoring da Cisco

Já a tínhamos conhecido em Milão, no Cisco Live 2015, evento que aproveitou para absorver a cultura da empresa norte-americana. Sofia Tenreiro, a nova diretora-geral da Cisco no nosso país, deu a sua primeira entrevista. E no dia em que decorre o Cisco Connect Portugal, o seu primeiro evento como responsável pelas cores lusas, Sofia Tenreiro falou-nos das suas expectativas e de como pretende garantir que a empresa continue a ajudar os seus clientes a ultrapassarem os desafios das grandes transições tecnológicas – Cloud, Big Data, mobilidade e segurança. E reforçar Portugal como um centro de excelência de nearshoring da Cisco.


sofia_tenreiro

Depois de tantos anos na casa Microsoft, o que acredita poder trazer de maior valor à Cisco?


Para liderar a subsidiária portuguesa da Cisco é necessário ser e gostar de “jogar em equipa”, pois a cultura da empresa estimula à partilha, à participação e ao envolvimento de todos, sendo esse um dos fatores que nos garantiu a distinção Great Place to Work ao longo dos últimos cinco anos. Acredito que terei o papel de estimular e incentivar as equipas a reforçar o posicionamento de empresa de referência no mercado das TI, para podermos alcançar a sua liderança, fortalecendo a nossa posição de confiança junto dos nossos parceiros e clientes e continuar a atrair investimento.

Quais os principais desafios que um cargo como este pode representar?

Felizmente que há muitos desafios mas, mais importante do que criar uma lista infindável, é ter, em conjunto com a equipa da Cisco, uma postura proativa e de proximidade com os nossos parceiros de negócio e clientes, de forma a potenciar o constante crescimento em conjunto do negócio e do posicionamento como trusted 
advisor no nosso ecossistema.

Quais as principais metas a que se propõe?

As minhas metas pessoais são as metas da Cisco. Fazer crescer o negócio, reforçar o posicionamento de referência no mercado de TI, sermos considerados o Trusted Advisor junto dos nossos clientes e parceiros. Além do mais, procurarei liderar as equipas da Cisco para desenvolvermos e apoiarmos a adoção das melhores e mais inovadoras plataformas tecnológicas que temos apresentado ao longo dos últimos anos, que ajudam as empresas a ultrapassar os desafios das grandes transições tecnológicas, por exemplo Cloud, Big Data, mobilidade e segurança. Reforçar Portugal como um centro de excelência de nearshoring da Cisco é outra das grandes metas.

A cultura da Cisco difere da preconizada pela Microsoft?

Na Cisco quem entra sente que pertence a uma grande família, onde a interculturalidade não é uma barreira, mas sim uma ponte para abraçar e alcançar novos desafios. Digo-o com confiança e com experiência destes meus primeiros dias na Cisco, onde a equipa me recebeu e me apoiou para uma rápida adaptação. Isto também se deve muito à forte cultura da Cisco, preconizada pela liderança de John Chambers, onde todos fazem parte da equipa e devem sentir isso, pois todos são válidos e valiosos para a obtenção dos objetivos da empresa.

Quais os objetivos da Cisco para o corrente ano, em termos de negócio?

A Cisco Portugal encontra-se num bom momento, estamos numa região que apresentou os melhores resultados de toda a região EMEAR, com um crescimento de 20%, como foi publicamente apresentado nos últimos resultados da Cisco. Os nossos objetivos passam por manter este percurso de crescimento e sucesso, reforçando a nossa presença nos segmentos onde somos líderes – mais de 12 segmentos de mercado, incluindo routingswitching, colaboração, voz, web conference, segurança, servidores e infraestrutura Cloud – e crescer mais do que a nossa concorrência nos segmentos onde ainda não somos. Estaremos focados em algumas áreas estratégicas de negócio como Wireless, Big Data, Segurança, Data Center e Colaboração.

Portugal já está a assistir a um novo ciclo de investimentos nas TI?

Portugal está a viver tempos de retoma económica – o Banco de Portugal afirma que o nosso PIB vai crescer de 0,4 para 1,5% este ano – e acredito que esta retoma também será vivida no sector das TI, com um novo ciclo de investimentos. Porém este novo ciclo será diferente do que assistimos no passado! As empresas irão procurar simplificar as suas plataformas tecnológicas, as suas soluções terão de ser racionalizadas e ágeis, sem deixar de ter em atenção o ponto fulcral da segurança. Esta mudança na forma de investir em TI faz todo o sentido para a Cisco, onde temos vindo a chamar a atenção para a importância do novo modelo tecnológico – que denominamos Fast IT – e que permitirá às empresas tirar partido da Internet of Everything. Em conjunto com clientes e parceiros, apresentaremos este conceito e tudo o que ele significa ao nível de negócio no Cisco Connect 2015, o nosso maior evento em Portugal.

Quais são as grandes necessidades das empresas portuguesas e até que ponto diferem das suas congéneres europeias?

As necessidades são muito semelhantes e próximas entre as empresas nacionais e as suas congéneres europeias. Estamos a falar de procurar adotar um modelo tecnológico com menor grau de complexidade, mais ágil, rápido e seguro, de modo a permitir obter ganhos através da redução de custos e racionalização de processos, potenciando em simultâneo novas oportunidades de negócio. Portugal deve também apostar ainda mais na inovação e, para isso, é imprescindível aumentar o investimento em tecnologia, tanto no sector público como privado.

Em 2015, o que acreditam que irá contribuir mais para o bolo do negócio conquistado?

A Cisco encontra-se num bom momento, sendo uma empresa forte, líder em vários segmentos de mercado e com sólidas relações com clientes e parceiros. Acreditamos que continuaremos o percurso muito positivo que vivemos em 2014, porém existem algumas áreas que esperamos que se destaquem devido à nossa estratégia de investimento, como é o caso de Wireless, Big Data e Segurança.

Continuam na “luta” pela Internet de Todas as Coisas. As questões de segurança implícitas num conceito como este poderão ser um entrave na sua adoção?

É verdade que com a IoT/IoE e o aumento exponencial de conexões haverá também um aumento da ciberdelinquência, dando lugar a vários problemas desde roubo de informação confidencial e propriedade intelectual/industrial até ciberataques a grandes instalações elétricas. Este é um tema sensível, mas fundamental para o crescimento da Internet of Everything e, como tal, a Cisco tem procurado reforçar a sua oferta de segurança: para mitigar o problema, existem novas ferramentas de análise em tempo real como a Cisco SIO, que deteta as ameaças e comunica com os routers, os gateways e os sistemas de segurança (firewalls e IPS de próxima geração, etc.) para detê-las. A chave para a segurança na IoT/IoE é que a dita segurança esteja integrada na rede, de forma que a própria rede utilize ferramentas de análise em tempo real e de mitigação automáticas para deter as ameaças mais avançadas (incluindo os ataques Dia Zero). E para isto é fundamental que as conexões estejam baseadas no IP.

De que modo as empresas, nomeadamente as portuguesas, poderão realmente beneficiar de um modelo destes?

O modelo da Internet of Everything tem sido testado e analisado em profundidade por diversas entidades externas, mas relembro o estudo que a Cisco apresentou que refere estar em jogo um potencial económico de 14,4 triliões de dólares (11 triliões de Euros Europeus) até 2023, para as empresas do sector privado à escala global. Este potencial económico prende-se com poupanças obtidas pela sua adoção, bem como por oportunidades de negócio latentes e que serão endereçadas eficazmente por este modelo tecnológico (dos quais o continente europeu poderia conseguir 30%). Ou seja, na aplicação da tecnologia para transformar as atividades económicas em casos de uso como smart grids, edifícios inteligentes, veículos conectados, automatização de fábricas, saúde, cadeia de fornecimento, cuidados virtuais a consumidores, pagamentos online, tele trabalho, lazer e entretenimento online, etc.

Fast IT: a visão da Cisco para a IoE

O Fast IT é o modelo operacional que demonstra os esforços da Cisco no sentido do desenvolvimento da Internet of Everything. Através deste novo paradigma de atuação, a fabricante de soluções de rede quer ajudar as empresas a capitalizarem as constantes e disruptivas transformações tecnológicas, como a Cloud, o Big Data e a Mobilidade.
cisco connect 2015
Internet of Everything, ou Internet de Todas as Coisas, ou, ainda, IoE, é por muitos considerada como o futuro da tecnologia. A emergência de tendências como o Big Data, as ligações sem fios, as soluções de mobilidade e a computação criam a comunicações entre dispositivos, ou machine-to-machine, “de máquina para máquina”, traduzindo à letra.
Neste sentido, a Cisco, sendo um grande player do setor das redes, mostrou-se determinada a investir no aprimoramento desta comunicação e em ajudar as empresas e demais organizações a tirarem o máximo partido deste novo paradigma tecnológico.
Sob o comando de Sofia Tenreiro, que recentemente ocupou o lugar de diretora-geral da Cisco em Portugal, a empresa quer potenciar as capacidades competitivas das empresas nacionais, ajudando-as a diferenciarem-se num “ecossistema competitivo”, onde os consumidores são mais exigentes e estão menos dispostos a abrir mão do seu tempo, e a conquistarem novos mercados para lá das fronteiras do seu setor doméstico.
Visto que o progresso digital transporta, inerentemente, diversas ameaças, que cada vez mais evoluem em termos de sofisticação, a Cisco está a procurar ser um parceiro constante das empresas que queiram embarcar neste novos mares da IoE. “Estamos num mundo onde os ataques são cada vez mais comuns”, disse Sofia Tenreiro, acrescentando que a Cisco pretende não só atuar no rescaldo do ataque, como no período que o antecede, com soluções de segurança preventiva.
A líder do segmento lusitano da Cisco afirmou, no decorrer de uma conferência de imprensa no evento Cisco Connect 2015, que começa a denotar-se uma reanimação dos investimentos em infraestruturas. “Este é o momento da infraestrutura”, disse Alexandre Santos, representante da Intel em Portugal, corroborando as declarações da diretora-geral.
Pode, então, esperar-se que este ano, em Portugal, seja registado um aumento das apostas na renovação das infraestruturas, calculando-se uma subida de dez por cento do mercado nacional. E os investimentos, segundo consta, virão tanto do setor público como do setor privado.
A nível nacional, esses esforços podem já ser observados. A cidade do Porto é um exemplo, com a adoção soluções de smart trashing, que permitem a otimização dos processos de recolha de resíduos urbanos. Estas novas soluções estão também presentes em várias outras regiões de Portugal, mas talvez a uma escala menor.
A Cisco estima que com o modelo Fast IT conseguirá reduzir os custos das empresas entre 20 a 25 por cento.
Olhando para 2015, a Cisco, contou Sofia Tenreiro, prevê um crescimento de dois dígitos. Por seu lado, Alexandre Santos, falando pela Intel, disse que espera alcançar-se os valores obtidos em 2010, ou seja, preconiza uma recuperação.
Ainda falando de 2015, a Cisco parece estar a apostar solidamente na segurança das redes, na otimização e simplificação das infraestruturas e na criação de valores para as empresas.
Uma das grandes apostas da Cisco tem sido a Colaboração. Este é um dos elementos-chave para a potenciação do negócio de uma empresa. Através de aparelhos como o DX80, o MX800 ou o MX700, a Cisco procura unificar a comunicações, musculando as capacidades das redes da empresa e alimentando a eficiência dos processos de tomada de decisão, o que, consequentemente, fará crescer o negócio.
Também a sua solução Converged Access, permite que uma empresa possa estar ciente da performance da sua rede, do volume e da origem dos acessos (tanto wireless como wired) e à mesma. Assim, pode gerir-se, através de uma maior visibilidade, uma rede, o que, consequentemente, aumentará a sua segurança.
Mas isto da Internet de Todas as Coisas (muitas vezes simplesmente conhecida como Internet das Coisas) tem muito que se lhe diga. Quantas mais ligações forem estabelecidas entre os inúmeros dispositivos, maior será a quantidade de dados gerados. Isto dá origem ao chamado Big Data, os grandes volumes de dados. “Hoje é importante saber filtrar as informações, saber o que é relevante e o que não é”, sentenciou Norberto Mateos Carrascal, diretor territorial para o Sul da Europa da Intel.
Desta necessidade de uma seleção eficiente para descobrir o diamante entre as pedras, ou seja, a informação crítica e utilizável entre os dados irrelevantes que para nada mais servem do que para ocupar espaço de armazenamento, nasceu, por exemplo, o CMX Analytics. Esta ferramenta de análise de dados atua, então, como crivo, que permite separar a chamada inteligência dos dados inconsequentes.
A Internet de Todas as Coisas é, portanto, um dos maiores focos de atuação da Cisco, para não dizer que poderá mesmo ser o motor uma nova era, de comunicação M2M (machine-to-machine), de uma rede universal e ubíqua, que liga dispositivos e humanos numa intricada malha tecnológica.

25 fevereiro 2015

Encontrada 'fórmula' para tomar decisões acertadas



Encontrada 'fórmula' para tomar decisões acertadas
Distanciarmo-nos dos problemas e fazer de conta que estamos a resolver assuntos de outras pessoas. É este o segredo para tomar melhores decisões na nossa vida, garante um estudo norte-americano.
 
O ditado “faz o que eu digo, não faças o que eu faço” não nasceu à toa. De facto, as pessoas tem tendência para reagir aos problemas dos outros com mais sensatez e objetividade do que quando se trata de assuntos da sua vida pessoal.
 
Num estudo divulgado, no final de 2014, na revista Psychological Science, os investigadores Igor Grossmann (da Universidade de Waterloo) e Ethan Kross (Universidade de Michigan) confirmaram que as pessoas conseguem tomar decisões mais acertadas quando analisam problemas dos outros.
 
Mas a equipa de investigação foi mais longe, encontrando uma 'fórmula' que pode ajudar as pessoas a tomarem decisões mais sábias quando analisam os seus próprios problemas. 

Um dos testes a que os participantes foram sujeitos consistia no seguinte desafio: preencher um questionário com perguntas sobre o que se deveria fazer numa situação de traição amorosa. Numa das situações tratava-se de um amigo que era traído. Na outra, era o próprio participante que seria, hipoteticamente, traído.
 
Tal como previam os investigadores, os participantes tinham reações mais acertadas e ponderadas quando imaginaram a situação de traição amorosa de um amigo do que quando reagiam à sua própria traição.
 
A equipa de investigação colocou então a questão: será que se as pessoas se distanciarem dos seus problemas, e os encararem como se fossem desafios de outras pessoas, conseguem tomar decisões melhores?
 
Para testar esta hipótese, os investigadores reuniram um novo conjunto de participantes e colocaram-lhes o mesmo desafio da traição. Mas desta vez pediram que, antes de preencherem o questionário sobre a sua própria traição, se distanciassem do problema e vissem a questão como se tivesse acontecido a uma terceira pessoa.
 
O teste confirmou que, ao contrário do que aconteceu na primeira experiencia, os participantes conseguiram distanciar-se do problema e adotar atitudes e reações mais ponderadas para resolver a questão.
 
Os investigadores afirmam que verificaram este fenómeno, ou seja, uma reação mais ponderada perante desafios quando nos distanciamos dos problemas, em todos os segmentos etários.